AUTÁRQUICAS 2017

AS CANDIDATURAS E O AMBIENTE – DEBATE promovido pela ADAL 24.06.2017 no auditório da Associação Luíz Pereira da Motta

  PROPOSTAS GERAIS A FRENTE RIBEIRINHA DO TEJO
João Silva Costa Representante do PSD/CDS-PP – PPM Rio Trancão – limpeza das linhas de água
Ambiente rural – requalificação do povoamento
Promover a produção de energia solar para autoconsumo
Monitorização da qualidade ambiental (ar, ruído, linhas de água)
Retomar a ideia do Parque Lisboa/Tejo e Trancão – que implica construir passeios ribeirinhos até Alverca, valorizando a zona de sapais; construindo também uma pista ciclável, ligando assim toda a margem, desde Vila Franca de Xira até Oeiras
Fabian Figueiredo Representante do Bloco de Esquerda Desenvolver um projecto ecológico /ambiental com o alargamento da rede do metro para o concelho;
Copiar os bons exemplos: os autocarros/transportes públicos passarem a usar motores eléctricos, alargamento das ciclovias, etc.;
Os planos de ordenamento devem reverter as violações sobre o território devido ao atraso das políticas públicas;
Desenvolver um plano para que as unidades industriais próximas das zonas habitacionais possam ser menos nocivas, ou reconfigurando a sua instalação ou tomando medidas, como por exemplo em relação aos maus cheiros;
Abandonar o uso de alguns pesticidas no sentido de promover boas práticas ecológicas;
Imprescindível, para o planeamento e ordenamento, o alargamento da linha do Metro, e exigir junto da administração central esta mobilidade como essencial para melhorar não só o ambiente, mas a qualidade de vida das populações
O crime ambiental do Trancão é o resultado da demissão das políticas públicas, um péssimo exemplo nacional e internacional.
Para colmatar esta dado é necessário criar parcerias fortes envolvendo municípios e administração central, recorrendo a financiamento central, o que está em análise não é só o rio, mas as espécies e a população que vive nas suas proximidades.
Importa requalificar.  
João Pedro Domingues Representante do Partido Socialista O transporte público deve ser repensado, o peso do transporte privado no movimento pendular tem uma carga considerável de sinal negativo para Loures, mas também para a cidade de Lisboa;
Promover uma educação ambiental e das florestas;
Diligenciar uma gestão eficaz dos recursos hídricos;
Promover a biodiversidade, nomeadamente continuando o projecto Euroescapes;
Apostar na reutilização de água proveniente das ETARS e Piscinas (depois de tratadas) para a lavagem de ruas e rega de espaços verdes;
Captar investimentos para criação de emprego qualificado;
Valorizar o Paul das Caniceiras e promover a florestação;
Potenciar o turismo, especialmente na zona norte; 
Requalificar implica articular com outros municípios e com a administração central e esse será o caminho.
A ciclovia não deve ser entendida apenas como um lazer, mas também como um meio de transporte, não só no corredor da frente ribeirinha, mas implantar um outro eixo até ao centro de Loures.
Para isso, uma das soluções será tentar candidaturas possíveis a fundos europeus.
Criação junto à Frente Ribeirinha de um parque temático relacionado com a água.  
Tiago Matias Representante da CDU | PCP -PEV   Instalação de uma verdadeira estrutura verde para o concelho de Loures, que significa melhorar e aumentar a rede de parques.
Por outro lado, os projectos em curso visam promover a ligação entre os parques através da criação de corredores verdes que englobam percursos de mobilidade suave, como sejam as ciclovias ou os pedonais;
O projecto que visa desenvolver a Agência Municipal de Energia e Ambiente de Loures;
Desenvolver um Plano Estratégico de Recuperação das Linhas de Água. Já está em curso um projecto piloto em Bucelas, com o rio Trancão.
Dar continuidade a todos os projectos em curso que visam requalificar o território como seja a Frente Ribeirinha ou a Várzea e Costeiras de Loures, entre outros.
A actual administração tem concretizado várias candidaturas relacionadas com a requalificação do território, de que falam as outras candidaturas.  
Importa requalificar e estão em curso vários projectos que visam precisamente este objectivo: existe um projecto de execução para a ciclovia de um troço que corresponde à frente ribeirinha.
Mas outros estão a ser desenvolvidos no sentido de ser criada uma rede, não só incorporando a zona ribeirinha, mas também outras zonas, nomeadamente a ligação a Loures.
Para além da ciclovia, está também em curso o Projecto de Execução da Frente Ribeirinha.

Hoje, 2 de Fevereiro, comemora-se o Dia Mundial das Zonas Húmidas

Esta data coincide com aquela em que, em 1971, foi assinada a Convenção de Ramsar (Irão) que define as zonas húmidas como “zonas de pântano, charco, turfeira ou água, natural ou artificial, permanente ou temporária, com água estagnada ou corrente, doce, salobra ou salgada, incluindo águas marinhas cuja profundidade na maré baixa não exceda os seis metros”.

As condições para a selecção destes sítios estão relacionadas com

  • Representatividade e unicidade do ecossistema;
  • Valores da fauna e flora;
  • Importância na conservação de aves aquáticas;
  • Importância na conservação de peixes

Sendo ecossistemas muito sensíveis, encontram-se gravemente ameaçados, a nível mundial, por circunstâncias de expansão urbanística, industrialização, intensificação da agricultura, pesca e piscicultura, caça ilegal, poluição, abandono e turismo desregulado, entre outros factores.

Em Portugal…

Em Portugal estão identificadas cerca de 50 zonas húmidas, mas só 28 preenchem os requisitos para integrarem a lista da Convenção sobre Zonas Húmidas: 16 em Portugal continental e 12 nos Açores. Estes locais já se encontram mencionados em http://www.ramsar.org/doc/sitelist.doc

Apesar de estarem definidas medidas para a sua protecção, estas zonas continuam a exigir uma atenção especial devido aos perigos que ainda as afectam.

(Fonte: Ponto focal da Convenção de Ramsar para Portugal – ICNB)

No concelho de Loures…

No concelho de Loures ainda existe um pequeno paul, o Paul das Caniceiras, que, apesar do insuficiente cuidado e pouca atenção que lhe têm sido dedicadas, ainda constitui um importante refúgio para diversas espécies de aves aquáticas.

O Paul das Caniceiras fica a cerca de 2 km a leste da Urbanização do Infantado, na Várzea de Loures, já na Freguesia de Santo Antão do Tojal. http://www.panoramio.com/photo/8360263

São vários os problemas que afectam e põem em risco este habitat, desde logo as contaminações por escorrências provenientes de terrenos agrícolas e das estradas situadas nas proximidades, as descargas pontuais de fossas, a sobre extracção de água para irrigação de áreas agricultadas…mas também a falta de reconhecimento do seu valor ambiental.

Perante as ameaças que esta zona húmida enfrenta, é realmente urgente e prioritária a adopção de medidas concretas com vista à conservação deste ecossistema, designadamente o cumprimento da legislação e das disposições regulamentares aplicáveis, o desenvolvimento de um plano de ordenamento e de gestão, a realização de intervenções de recuperação, que contemplem um usufruto regulado e sustentável por parte de visitantes, a par da divulgação, sensibilização e educação ambientais.

É portanto com grande esperança e expectativa que a ADAL acompanhará os desenvolvimentos, em Loures, das acções previstas no âmbito do Projecto Naturba (aprovado em Junho de 2009 e com conclusão em Novembro de 2011), o qual reconhece e prevê a valorização da singularidade paisagística e biológica desta zona húmida, no contexto da Várzea de Loures.

http://www.cm-loures.pt/doc/projectos/naturba/naturba.pdf

Se esta pequena zona húmida resistir às ameaças a que tem estado sujeita, poderá continuar a cumprir a sua.

Se bem gerida, poderá igualmente ser usufruída e valorizada enquanto importante ponto de observação de aves, e de desenvolvimento de actividades educativas e de lazer, na Natureza.

Não podemos perder esta oportunidade!

Neste Dia Mundial das Zonas Húmidas, a ADAL compromete-se a manter este assunto em agenda e apela a todos os munícipes para que se mantenham igualmente vigilantes.

Dia Internacional das Zonas Húmidas | ADAL quer proactividade da Câmara de Loures e respeito pelas zonas mais sensíveis

No passado dia 2 de Fevereiro, assinalou-se o Dia Internacional das Zonas Húmidas.

A Câmara Municipal de Loures, não só não fez qualquer referência ao assunto como – e o que é pior – parece partilhar os propósitos daqueles que pretendem ver urbanizado cada palmo de terra, seja qual for o seu interesse e relevância para a defesa da biodiversidade e, ao fim e ao cabo, da vida.

Recordamos que a Câmara e Assembleia Municipal de Loures aprovaram resoluções, já em 2002, no sentido de integrar o Paul das Caniceiras – área do maior interesse ecológico na área metropolitana de Lisboa – na Reserva Ecológica Nacional. Até à data, nem um único passo foi dado no sentido de concretizar as deliberações municipais.

São motivo de grande preocupação as zonas do Parque das Nações em Sacavém, onde o previsto Parque Tejo/Trancão não se concretiza, enquanto “floresce” um substancial nível de construção e a zona dos Salgados em Santa Iria de Azóia, para onde está já aprovada uma enorme urbanização que trará pressões acrescidas sobre a plataforma ribeirinha do Tejo, designadamente na área de sapal, cuja defesa foi adoptada aquando da construção à Variante da Estrada Nacional 10 e da Incineradora da Valorsul.

É preciso mudar de atitude, na Câmara Municipal de Loures, na CCDR-LVT e no Ministério do Ambiente. Loures não pode voltar a ser a porta de trás da Capital.