APOIAR A ADAL

O associativismo é um lugar de participação, de expressão da cidadania. Conforme as dimensões da vida que mais interessam a cada um, seja na esfera pessoal e familiar, seja na esfera social e colectiva, no nosso concelho encontramos uma enorme diversidade de associações com respostas que se aproximam ou coincidem com esses interesses e expectativas. Participar nas actividades ou na vida associativa da associação que elegemos para nos associarmos, é uma das melhores formas de apoiá-la.

A ADAL, que tem missão e objectivos muito particulares no contexto do associativismo local, precisa do apoio de todos os seus associados e dos que vão acompanhando de forma mais ou menos regular a nossa intervenção.

Apoiar a ADAL passa por pagar as quotas, ou fazer um donativo (NIB 0035 0401 0000 8193 5301 4) e agradecemos a generosidade dos que o fazem!

Mas o apoio à ADAL pode expressar-se de outras formas: acompanhar a nossa intervenção, suscitar novos temas para a agenda do debate e da advertência, participar nas reuniões descentralizadas e nos projectos participativos (Eco-Alerta, Positivo e Negativo do Ano, Pelos Trilhos do Património e da Natureza…), contribuir com opiniões, que podem ser publicadas no nosso site (rubrica Opinião), sobre factos ou aspectos de realce nos domínios do ambiente, do património e da qualidade de vida, dar sugestões para melhorar a nossa intervenção.

Assim se constrói um colectivo mais dinâmico!
Este é o seu lugar!

ADAL debate o Associativismo no séc. XXI

A ADAL participou no Encontro promovido pela Associação de Colectividades do Concelho de Loures, realizado no dia 15 de Abril, em Loures, sob o tema “Os desafios do Associativismo Popular no século XXI”.

No terceiro painel, sobre Associativismo, Ambiente e Património, partilhando a mesa com a ADPAC, apresentamos brevemente a origem da ADAL e o seu âmbito de acção, realçando depois a nossa visão relativamente à responsabilidade e intervenção dos cidadãos.

Foi uma oportunidade para divulgarmos o procuramos, com a nossa acção: contribuir para a sustentabilidade com uma visão construtiva e equilibrada, fazer face às inevitáveis crises, presentes e futuras, com sustentabilidade ambiental e energética, territorial, demográfica, social, cultural e educativa, do tecido económico (pugnando por actividades e empresas de valor acrescentado e baixo impacto ambiental), do património cultural material e imaterial.

Por fim, defendemos a perspectiva de que o associativismo deve ser impulsionado, aspirando a um papel de relevo, enquanto actor social, para essa sustentabilidade.

O barroco às portas de Lisboa | A ADAL convida o Ministro da Cultura

No início deste mês a ADAL dirigiu um convite ao Ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, para que se deslocasse a Santo Antão do Tojal a fim de conhecer o seu importante património, todo ele referenciado no SIPA–Sistema de Informação para o Património Arquitectónico e disponibilizou um dossier sobre o que está por fazer e que carece de ser levado até ao fim, em nome do património cultural, do turismo e da economia.

A pequena aldeia de Santo Antão do Tojal, às portas de Lisboa, no Concelho de Loures, é um exemplo raro do “urbanismo” e arquitectura barrocas. O Conjunto Monumental de Santo Antão do Tojal esteve ao serviço do primeiro patriarca de Lisboa e do seu rei, D. João V, o Magnânimo.

Santo Antão do Tojal tem uma primeira referência em documentos escritos datados de Dezembro de 1291. Quanto à instituição paroquial de Santo Antão do Tojal, sabe-se que ocorreu durante o reinado de D. Dinis e foi um priorado da mitra de Lisboa.

A vila teve um papel central na construção do Convento de Mafra. O transporte das pedras utilizadas na sua edificação foi feito pelo Rio Trancão até Santo Antão do Tojal, ao tempo em que as marés chegavam às lezírias de Loures.

Em Santo Antão do Tojal, nasceu o reputado botânico português Félix de Avelar Brotero e residiu na Freguesia a poetisa Maria Amália Vaz de Carvalho. Também Augusto Dias da Silva, que foi Ministro do Trabalho e Ministro interino das Finanças e progressista Vereador Municipal, aqui nasceu e passou parte da sua vida.

Fazem parte do muito importante acervo patrimonial da Freguesia os aquedutos que abasteciam de água o Palácio-Fonte e o Palácio dos Arcebispos.

Aqueduto de Santo Antão do Tojal

Palácio-Fonte na Praça Monumental

O aqueduto de Santo Antão do Tojal foi alvo de umas obras iniciais de preservação entre 1960 e 1978. Em 1991 foi alvo de um restauro por parte da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, num processo previsto para cinco fases, até 2000, trabalhos entretanto interrompidos para não mais prosseguirem. Em Março de 2021, a Assembleia da República tomou a Resolução com vista à preservação e requalificação do aqueduto sem que, no entanto, se conheça qualquer acção que aponte no sentido de cumprir a deliberação do Parlamento.

Em 2022 chegou a haver dotação no Orçamento de Estado, através do PIDAC, destinada a esta requalificação, que acabou por não se realizar.

É urgente dar seguimento à Resolução da Assembleia da República e tomar as medidas necessárias para a preservação deste património!

Positivo e Negativo em 2022 no Concelho de Loures

A ADAL, reunida em Assembleia Geral no dia 14 de Março de 2023, apreciou as propostas apresentadas ao longo de 2022 para o Positivo e Negativo do ano, nos domínios do Ambiente e do Património do Concelho de Loures, e elegeu os seguintes:

2022POSITIVONEGATIVO
AMBIENTEProjecto Rios com Vida 360°, que recebeu um prémio Cidades Educadoras, atribuído pela Associação Internacional das Cidades Educadoras e de Cidades e Governos Locais Unidos (CM Loures)Assoreamento da cala Norte do Rio Tejo (junto ao Mouchão da Póvoa), o que condiciona o bom funcionamento do sistema de arrefecimento das caleiras da Valorsul, além de aumentar o risco de cheias (Ministério do Ambiente e da Transição Energética)
2022POSITIVONEGATIVO
PATRIMÓNIOObras de conservação no Sifão de Sacavém (EPAL)Ausência de medidas de manutenção e valorização dos Aquedutos e da Rua dos Arcos de Santo Antão do Tojal (Ministério da Cultura – DGPC)

Ao longo de 2022 registaram-se propostas para seis aspectos Positivos (dois no domínio do Ambiente e quatro no do Património) e oito Negativos (cinco no Ambiente e três no Património). A escolha dos aspectos Positivo e Negativo no domínio do Ambiente foi consensual; já quanto aos aspectos Positivo e Negativo no Património, foi por maioria.

Como habitualmente, a ADAL fará chegar os Certificados às entidades responsáveis em Junho, assinalando o Dia Mundial do Ambiente.