Rota Histórica das Linhas de Torres distingue a ADAL com o prémio Ambiente e Sustentabilidade

Por ocasião do Dia Nacional das Linhas de Torres, a Rota Histórica das Linhas de Torres – Associação para o Desenvolvimento Turístico e Patrimonial das Linhas de Torres Vedras promoveu evento comemorativo da efeméride, com destaque para as distinções Wellington Honour, galardão que pretende reconhecer e louvar o trabalho das entidades e instituições que mais têm contribuindo para o desenvolvimento da região das Linhas de Torres.

Na primeira edição deste galardão, realizada no Real Palácio de Mafra (património mundial da UNESCO), a ADAL foi distinguida na categoria de Ambiente e Sustentabilidade. Na intervenção proferida, a presidente da Associação agradeceu a distinção, entendida como o reconhecimento do trabalho sério, contínuo e voluntário em prol do ambiente e do património, principais eixos da intervenção, e também enquanto reforço da motivação e da dedicação às causas e acções pela valorização, advertência e interlocução junto das entidades oficiais das questões ambientais e patrimoniais no território do concelho de Loures. Oportunidade ainda para a apresentação de um curto vídeo dos marcos da ADAL, desde a sua criação até à actualidade.

Além da ADAL foram distinguidas as seguintes entidades:

– Accessible Portugal – categoria de Acessibilidade e Inclusão

– Associação 13 de Setembro de 1913 – categoria de Cultura e Criatividade

– Clube de Atividades ao Ar Livre – categoria de Desporto e Aventura

– Friends of the Lines of Torres Vedras – categoria de Promoção e Divulgação

A cerimónia prosseguiu com dois momentos culturais: o bailado INVASÃO, com coreografia de Susana Galvão Teles e música de Abel Chaves; sob o mote “Entrar numa casa sem pedir licença”, esta peça musical conteve em si mesmo vários momentos, desde o quotidiano, à reconstrução após a Guerra, passando pela aproximação da invasão, pela invasão e pela defesa e resistência de um povo e de dois exércitos unidos e a terminar o concerto Batalha Musical: BONAPARTE VS WELLINGTON – um espetáculo musical que nasceu de uma seleção das músicas favoritas de dois génios em estratégia: Napoleão Bonaparte e Duque de Wellington, retratando um despique musical.

Actualização de contactos junto dos associados

Estamos a fazer verificação e actualizações de dados dos associados da ADAL. Durante os meses de Julho e Agosto foram estabelecidos contactos individuais, através de email, sobretudo para confirmação de endereços electrónicos. Isto permitir-nos-á que, de forma mais sistematizada e utilizando outros meios de contacto, cheguemos a quem não está a receber as nossas comunicações periódicas, como é o caso do boletim mensal Linha de Defesa.

A ADAL tem, nesta data, 166 associados. Contudo, por falta de actualização de dados de contacto, não tem conseguido comunicar com alguns deles. A manutenção do Estatuto de ONGA implica a existência de pelo menos 100 associados. É verdade que o número de associados contactáveis supera esse número, mas é muito importante que consigamos fazer chegar a nossa mensagem e informação a todos quantos formalizaram a sua ligação à Associação.

Também por esta via fazemos o apelo para que actualizem os seus dados de contacto.
Todos são importantes!


ADAL condecorada com Medalha Municipal de Mérito

A ADAL foi distinguida pelo município de Loures com a Medalha Municipal de Mérito, que reconhece os contributos para “o bem-estar das populações” e para “a promoção dos valores da justiça e da solidariedade ou para a defesa dos direitos cívicos e sociais”.

A sessão solene de atribuição das Condecorações Municipais, evento anual que homenageia personalidades e instituições cuja intervenção se distinguiu pela sua excecional relevância, ocorreu no dia do 135.º aniversário do concelho – 26 de julho -, junto aos Paços do Concelho.

A Associação agradece a condecoração, convicta que continuará a sua missão de defesa do Ambiente, do Património e da Qualidade de Vida, de modo a que as populações possam adoptar, de forma consciente e esclarecida, as melhores práticas, e exercer os respectivos direitos e deveres civis e constitucionais e a sustentabilidade do Concelho de Loures.

Sugestão da ADAL ao Presidente da República para ação do “Portugal Próximo”

A Jornada Mundial da Juventude realiza-se em Portugal e em Lisboa/Loures no próximo ano de 2023.

Este evento da Igreja Católica tem lugar num espaço territorial de muitos simbolismos, muitas histórias e muitas contradições, onde avulta a mais significativa do nosso tempo, que é a requalificação de que foi alvo a parte do Município de Lisboa com a realização da EXPO-98 e a ausência de qualificação da Frente Ribeirinha do Tejo no Município de Loures que fez desta, até há pouco tempo, o único Município do Arco Ribeirinho do Tejo que não tinha executado ou projectado a sua revitalização e disponibilização de acessos ao Rio Tejo.

Se é certo que hoje há já alguns projectos em desenvolvimento, o advento da Jornada Mundial da Juventude 2023 terá uma importância decisiva para uma qualificação substancial e justificada do território.

Sob este enquadramento, considera a ADAL que uma visita do Presidente da República à zona concederá a relevância e dará o enfoque às autoridades nacionais e locais para que toda a área possa vir a ter a regeneração urbana, ambiental, económica e social que a transição do seu passado industrial para os nossos dias desarticulou, estagnou e empurrou para caminhos, do nosso ponto de vista, inadequados de prever o Município de Loures e a Frente Ribeirinha do Tejo como mero apoio logístico da Capital, acolhendo actividades desqualificadas, armazenamentos que não geram empregos nem mais-valias.

A ADAL ousou e remeteu sugestão para o Presidente da República, no âmbito do Portugal Próximo, incluir a visita a Loures e à Frente Ribeirinha do Tejo em Loures, Lisboa e Vila Franca de Xira.

A presença do Presidente da República pode também suscitar a abordagem pelas autoridades executivas de outros assuntos da maior importância local e regional, como são os casos de:

  • Classificação patrimonial, reabilitação e futuro uso do Convento dos Mártires e da Conceição dos Milagres de Sacavém;
  • Reabilitação do Siphão de Sacavém, propriedade da EPAL, bem como o prosseguimento das acções de salvaguarda e preservação do histórico Canal do Alviela que abasteceu, durante décadas, a Cidade de Lisboa de água potável;
  • Garantia da chegada do Metropolitano a Sacavém (seja ele de superfície ou não) e projecção do seu prolongamento até Vila Franca de Xira, como instrumento imprescindível da qualificação da vida colectiva e profissional dos milhares de portugueses, estudantes e trabalhadores, que viajam de forma pendular, diariamente, entre a antiga “Cintura Industrial de Lisboa” e Lisboa, assegurando um meio de transporte robusto e ambientalmente adequado;
  • Novo impulso à despoluição do Rio Trancão, contribuindo para a melhoria da qualidade das águas superficiais na bacia hidrográfica do Trancão e do Estuário do Tejo;
  • Evidencia da preocupação da sociedade civil e comunidade técnica com o assoreamento e salinização da Cala Norte do Rio Tejo, pondo em causa o normal funcionamento da Central de Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos em S. João da Talha, bem como a perspectiva de destruição do “Mouchão da Póvoa”, espaço ribeirinho com elevada aptidão agrícola e turística que está a ser lamentavelmente desperdiçado.

Estes são aspectos cruciais para a construção do futuro de milhares de pessoas que residem e trabalham nesta região.

O território e as populações merecem e precisam aproveitar bem oPlano de Recuperação e Resiliência para “Recuperar Portugal, construindo o futuro”.