Projeto de Regulamento Municipal de Utilização do Percurso Ciclo-Pedonal Ribeirinho de Loures

ADAL comenta o imponderado Relatório de Ponderação

A Câmara Municipal de Loures entendeu redigir um Regulamento para o Passadiço da Frente Ribeirinha entre Santa Iria de Azóia e Sacavém e entendeu promover uma discussão pública, em que a ADAL participou.

Considerando que o projecto de Regulamento apresentava insuficiências, omissões e necessidades de melhor clarificação em alguns dos seus pontos no plano técnico-jurídico, quer no que concerne aos seus conteúdos substantivos e sintáticos, a ADAL fez um esforço de contribuição positiva para a adopção de um Regulamento Municipal com normas coerentes, claras e com a abrangência adequada ao objecto do documento.

A Câmara Municipal de Loures, para nosso espanto, aceitou corrigir pouco mais que vírgulas. Um Regulamento, como uma lei, deve ser universal, claro, inequívoco, facilmente legível e entendível, conjugando regras formais que organizam, disciplinam e normalizam uma actividade ou uma instituição.

Por um lado, foram desprezadas tais características fundamentais, como lamentavelmente, foram ignoradas sugestões para:

  • Definição da recolha do lixo, designadamente, como, quando e por quem é feita a recolha do lixo;
  • Definição sobre como devem funcionar os acessos de emergência em caso de necessidade de evacuação pelos utilizadores;
  • Explicitação dos horários a que são feitas referências abstractas;
  • Clarificação sobre quais são as “demais normas de utilização”, sobre as quais se fala, mas não se esclarece quais são elas;
  • Para impedir a instalação de publicidade e a promoção da venda ambulante, que o Regulamento sub-repticiamente se prepara para aceitar;
  • Esclarecer quais os tipos de veículos podem aceder ao passadiço e para que fins e excluir todos os demais
  • Esclarecer porque é referido o Regulamento de Taxas e Tarifas. O que vai ser cobrado?

Chamámos também a atenção que o Regulamento:

  • Não faz nenhuma referência à disponibilização de água potável aos utentes;
  • Faltam meios de alerta para emergência e socorro;
  • Não indica proibição de circular por qualquer meio, incluindo pedonal, fora do passadiço e dos caminhos delimitados, para proteger o sapal;
  • Não estabelece regras de circulação;
  • Não proíbe o acesso com armas de fogo, ou outras, capazes de causar danos à fauna e constituir risco para as pessoas
  • Não proíbe o uso de explosivos de efeito pirotécnico ou sonoro para fins de entretenimento, efeitos estéticos ou visuais.

Nada do referido foi considerado, com a extraordinária justificação de que se tratam de “opções de gestão municipal

Sem mais palavras, deixamos ao juízo de cada um.

Projecto Urbanístico para a ex-COVINA | Parecer Preliminar da ADAL

O Parecer Preliminar que adiante se desenvolve, tem por base a Memória Descritiva e Justificativa apresentada pelo promotor urbanístico ao Município de Loures que, mediante requisição legal da ADAL, foi disponibilizada para consulta. O objectivo da ADAL é antecipar conhecimento e intervir, preventivamente, naquilo que pode ser um projecto susceptível de ter um impacto desproporcionado e, por isso, negativo na vida de toda a região.

Parecer sobre a Unidade de Execução Quartel de Sacavém

No âmbito da discussão pública sobre o instrumento de planeamento referido para a Cidade de Sacavém, a ADAL entende serem oportunas as seguintes considerações:

SACAVÉM, UMA CIDADE FUSTIGADA

A Cidade de Sacavém – seguramente muitíssimo antiga, mas mal estudada e pior revelada – tem sido, nas últimas décadas, fortemente fustigada por um conjunto de fatores e políticas que castigam fortemente os seus sistemas ecológicos, natural, cultural, económico e social.

• As expectativas e promessas com fundamento numa suposta requalificação induzida pela EXPO-98, foram goradas por uma intensificação urbanística despropositada comandadas por estritos interesses económico-financeiros negando a recuperação ambiental cabal da área, do seu rio e a respetiva apropriação social e da biodiversidade;

• Acresce – importa não esquecer – o fortíssimo impacto do processo, também ele de natureza urbanística, na Quinta do Mocho, onde ainda hoje faltam vários dos equipamentos inicialmente prometidos e previstos e nunca concretizados, portanto, somando deficit de equipamentos ao deficit anteriormente existente;

• Simultaneamente, o desprezo a que foi votado o Plano de Salvaguarda de Sacavém fez reverter o processo em curso, durante uns anos e por promoção autárquica, de requalificação do casco antigo da Cidade que encerra inúmeros valores patrimoniais que se apresentam em risco de completo desaparecimento.  Desaproveitou-se assim um instrumento de planeamento valioso e participado, orientado para a mobilização, dinamização e rejuvenescimento, intrínsecas da Cidade, em favor da ocupação de áreas disponíveis para o incremento da construção, sem racionalidade ou sustentabilidade;

• Este processo foi agravado com a redução autoritária e ilegítima de território da Cidade, que se viu espoliada da sua frente ribeirinha do Tejo/Trancão, para a nova freguesia do Oriente e o Município de Lisboa;

• Como se não bastasse, a mais recente alteração ao Regulamento do PDM veio proceder a uma mudança ao Artº 202 – Conteúdo Programático das SUOPG com a eliminação da alínea g) da SUOPG 21 – Quartel de Sacavém que determinava:

“O plano de pormenor deverá incluir entre os seus encargos a reformulação da Praça da República.”

Ou seja, desonera-se o promotor imobiliário de uma responsabilidade essencial para o processo urbanístico do antigo Quartel de Sacavém, o que é eminentemente lesivo do erário e interesse público.

É neste contexto, mas sem cuidar dele, que se promove – uma vez mais, felizmente, as outras falharam – uma operação urbanística com duvidosos efeitos territoriais, ambientais, sociais e sociológicos em Sacavém.

A UE QUARTEL DE SACAVÉM

Não constituindo tais questões o fulcro da Consulta Pública agora em decurso, não pode deixar de merecer referência – desde já – a circunstância de uma maioria política na Câmara Municipal e Assembleia Municipal (tal como em 2014) ter optado por entregar aos promotores imobiliários, os estudos, projectos, configurações e a “realização de cidade”, limitando o papel do Município a mero acompanhamento jurídico-formal da dinâmica imobiliária.

É absolutamente crucial que toda a gente tenha bem presente que a área em causa é a última área e também a última oportunidade de dar início a uma mais que merecida regeneração da Cidade e da sua ecologia, reconduzi-la a um sistema urbano tendencialmente harmonioso, conferir-lhe recursos em falta, qualidade, articulação e racionalidade.

Com qualquer que seja a futura intervenção urbanística, os atuais responsáveis políticos municipais, assumem indelevelmente uma responsabilidade incontornável com as actuais e futuras gerações sacavenenses, mas também com o Concelho de Loures e a região em que se integra.

Nenhuma abordagem intelectualmente honesta pode deixar de colocar em perspectiva para a “realização de cidade” dois aspectos cruciais:

• Sacavém não tem já outra área de expansão, para supressão das suas carências;

• A área de intervenção corresponde a cerca de 1/3 do espaço vivencial da Cidade, pelo que cada metro quadrado é um bem elementar que não pode ser desperdiçado;

O que, desde logo, nos leva ao objecto desta Consulta Pública, ou seja, a Delimitação da Unidade de Execução do Quartel de Sacavém.

No que concerne à delimitação da unidade de execução, não se percebe e por isso se discorda que esta não coincida com Subunidade Operativa de Planeamento e Gestão do Quartel de Sacavém – SUOPG 21.

Considera-se que a Unidade de Execução, destinando-se aos fins previstos e até publicamente já anunciados, não pode deixar de considerar e integrar:

• A Calçada Francisco Pedroso

• A Rua Luis de Camões

• A Travessa Natália Correia

• A Rua António Feliciano Castilho

• O Largo Dr. António da Silva Patacho

• A Rua Professor José Duarte Morais

• A arriba confinante com a Rua Miguel Bombarda

• A área denominada “Terreno dos Rabinos”

Deve acrescer-se, nesta altura, as legítimas preocupações que perpassam por todos que desejam uma Cidade progressiva, quer com os índices de construção previstos porque a Cidade e a sua actual malha urbana e equipamentos não comporta um crescimento populacional da ordem do previsto, manifestamente exagerado para a regeneração urbana de Sacavém, quer com o exagero do número de pisos de alguns edifícios, manifestamente desadequado e de duvidosa pertinência face a proximidade ao Aeroporto Internacional da Portela de Sacavém.

Por outro lado, no que concerne à mobilidade emergem fortíssimas reservas, dir-se-á mesmo séria oposição, sobre as soluções preconizadas no “esquema com os princípios orientadores a verter na operação urbanística” que prevê “enganchar” exclusivamente na Fonte Perra o essencial da rede viária de serviço ao loteamento previsto. Ainda assim, não foi possível perceber a hierarquia das vias preconizadas para a “nova cidade” atenta a densidade urbana prevista, apesar desta ter de ser significativamente reduzida.

Dificilmente se pode imaginar um novo e substancial incremento do tráfego automóvel, com meros remates de ligação à extenuada e exígua rede viária da envolvente da área de execução. É insustentável, afirmamo-lo sem margem para qualquer dúvida.

Afigura-se-nos que se está a pretender prescindir, no projecto em estudo, do reforça da interligação entre a Courela do Foguete e Sacavém de Baixo, que a Cidade tem esperado. Impõe-se proceder a esta ligação, no mínimo pedonal e apta para meios de deslocação suave, em ordem a correlacionar e harmonizar a Cidade e a sua vivência.

É ainda com enorme espanto que se verifica que não se vislumbra qualquer previsão para reforço de equipamentos colectivos que façam face às necessidades, óbvias, da nova população. Que escolas, que Centro de Saúde, que áreas desportivas, etc. darão resposta à demanda da população da Cidade e dos futuros moradores ?

A ADAL aproveita para manifestar ainda a sua preocupação com a paragem do processo de classificação do Convento de Nossa Senhora dos Mártires e da Conceição dos Milagres, pelo que considera da maior prioridade a conclusão da classificação como instrumento fundamental da sua protecção e valorização.

A oportunidade justifica também que reiteremos as nossas propostas para refuncionalizar o Convento dos Mártires e da Conceição dos Milagres, pelo que anexamos a nossa proposta, já publicamente apresentada, mas que entendemos adequado juntar ao processo.

O projecto que está em marcha para a antiga unidade militar pode vir a ser um projecto meritório para a requalificação da Cidade ou pode vir a ser uma intervenção desastrosa. A fronteira está, obviamente, na linha divisória entre o interesse público e os interesses privados. Não se questiona a legitimidade dos últimos, mas que, evidentemente, não podem ter lugar à custa do primeiro que em todas as circunstâncias tem de ter a prioridade indispensável.

É o que se nos oferece dizer, esperando que as pessoas, o território, a cultura e o ambiente mereçam, dos órgãos competentes, a inteligência e o respeito indispensáveis, evitando-se que injustificadas ameaças e continuados constrangimentos ao desenvolvimento impendam sobre a Cidade e as suas populações actuais e futuras.

ANEXO

Convento de Nossa Senhora dos Mártires e da Conceição dos Milagres, Sacavém Território SAGABI – Campus de Juventude

PLANO FERROVIÁRIO NACIONAL – CONSULTA PÚBLICA | Parecer da ADAL

A FERROVIA DEVE SER TRANSPORTE DE FUTURO

A ADAL associa-se ao propósito nacional da recuperação da rede ferroviária no país, na sua aposta para propiciar as mobilidades de massas necessárias, tendo em vista princípios inalienáveis de sustentabilidade, que não podem continuar a ser meras enunciações, sem conteúdo, que desvalorizam os conceitos perante os cidadãos.

Esta observação e registo não pode deixar de ser feito quando, como o próprio documento refere, “O Plano Ferroviário Nacional não tem uma calendarização subjacente dos investimentos na expansão e na melhoria da rede ferroviária que aqui estão previstos”. Donde, como tantas vezes temos visto no nosso país, não falta a retórica, mas falham frequentemente as acções e os recursos para as garantir.

Os governos devem assegurar sem tibiezas o financiamento indispensável ao progresso sustentável do território e das comunidades, canalizando para estes projectos estratégicos e estruturantes os meios económicos que se desperdiçam habitualmente em apoios desnecessários ao sistema bancário, a acções militares, à aquisição de armamento e outras iniciativas dispensáveis para a qualidade de vida dos portugueses.

Será, por isso, positiva a concepção de um Plano Ferroviário Nacional que vá mais longe (e esperamos que bastante mais longe) que as metas europeias que são recorrentemente um conjunto de compromissos aparentemente meritórios mas com objectivos claros de favorecimento do status quo do sistema económico e da sua conservação, onde as maiores potencias económicas europeias e os potentados empresariais e financeiros têm a primazia nos seus interesses específicos.

Lamenta-se que o PFN não tenha uma calendarização politicamente assumida. Citando uma vez mais o documento em consulta: “Não havendo um horizonte temporal específico para a conclusão da implementação do PFN, toma-se 2050 como prazo indicativo, coincidindo com a meta temporal decisiva assumida para atingir a neutralidade carbónica, sendo certo que o ritmo de execução deste Plano dependerá dos recursos a ele dedicados.”

Ou seja, o Plano Ferroviário Nacional apresenta-se como um propósito conceptual, que é politicamente positivo, mas que não tendo nem compromisso político de financiamento, nem compromisso político de prazos, nem hierarquia dos investimentos, corre o risco óbvio de se tornar num mero texto inconsequente, susceptível de todas as manipulações e todos os esquecimentos.

A Associação de Defesa do Ambiente de Loures (ADAL) é uma ONGA local, pelo que para além das considerações gerais produzidas que respeitam e abrangem o todo nacional, debruçar-se-á sobre a parte do PFN que abrange (ou não abranja) a área territorial do seu âmbito estatutário.

O estudo em apreço diz-nos que “Para regiões metropolitanas com as características da AML, em que há uma centralidade bem definida onde se localiza a maior concentração de serviços, esta deve ser estruturada com uma malha de linhas de Metro que, desejavelmente, cobre (querer-se-ia dizer cubram ?) a totalidade da zona central mais densa”. Ora, tende-se a concordar com a necessidade enunciada.

De resto, recentemente, a Associação de Defesa do Ambiente de Loures (ADAL) reafirmou, no âmbito da Consulta Pública da Linha Violeta do Metropolitano de Lisboa que “A Linha Férrea de Lisboa para Oeste passando por Loures continua a ser necessária e, no nosso entendimento, não obsta, pelo contrário, à necessidade premente da ligação por metro, mesmo que ligeiro.”

Contudo, parece-nos ser de sublinhar duas ideias força que devem presidir às decisões sobre o PNF e as redes de metropolitano existentes e futuras, seja ele clássico ou ligeiro, enterrado ou de superfície:

  1. A sua estreita articulação, o que manifestamente não vimos acontecer nem neste PFN, nem se vislumbra na Linha Violeta e menos ainda quanto à futura Linha de Metro Ligeiro para Sacavém. Tudo se nos apresenta como avulso, desgarrado e desconexo;

2. Uma visão de serviço de territórios mais longe dos núcleos urbanos principais e de maior concentração de serviços em ordem a um reequilíbrio da distribuição demográfica e económica do país em toda a sua “largura”. É um paradoxo nacional e europeu, um país com 200 kms de “profundidade” continental ter “um interior” desertificado e abandonado. Um sistema de transportes bem estruturado, pode ser uma alavanca para a mudança necessária nesse panorama crescentemente preocupante.

No contexto da Área Metropolitana de Lisboa

A Associação de Defesa do Ambiente de Loures:

  1. Concorda que deve ser alargado ao fim de semana e feriados o serviço de comboios entre Alcântara Terra e Castanheira do Ribatejo, servindo a zona oriental de Loures e Lisboa.
  2. Concorda que possa ser ampliada a Gare do Oriente para lhe conferir capacidade dessa estação como terminal para um número adicional de serviços ou, em alternativa, que se pondere a criação de um novo Terminal da zona da Bobadela que com a extinção do Terminal Rodo-Ferroviário de Mercadorias das Infraestruturas de Portugal disponibiliza uma área generosa para o nascimento de uma infraestrutura adaptada ao transporte de passageiros e respectivas áreas de estacionamento automóvel de apoio. A área referida permite ainda que possa servir de interface com o Metro Ligeiro previsto chegar a Sacavém que passaria a estender-se à Bobadela, viabilizando a instalação do seu PMO e ficando apontada a futura extensão daquela rede de Metro Ligeiro a zonas habitacionais muito relevantes como Santa Iria de Azóia, Póvoa de Santa Iria, Quinta da Piedade, Forte da Casa e Alverca;
  3. Concorda com a perspectiva de quadriplicação da Linha do Norte entre Alverca e Azambuja, no sentido em que tal investimento confira o aumento de capacidade ferroviária e remoção do “afunilamento” do tráfego neste troço da denominada Linha do Norte;
  4. Reclama-se uma melhoria robusta das actuais estações de Moscavide, Sacavém, Bobadela (eventual novo grande Terminal de passageiros da AML Norte) e Santa Iria de Azóia, dotando-as de boas condições de acesso pedonal e de espera, estacionamento automóvel e de meios de deslocação suave que estimulem verdadeiramente a utilização do comboio;
  5. Concorda com a criação de serviços directos de comboio entre Cascais e Azambuja, ligando as zonas ocidental e norte da AML e proporcionando ofertas de deslocação mais rápidas, económicas e sustentáveis entre os vários pólos limítrofes da região de Lisboa.

No contexto do Concelho de Loures

A Associação de Defesa do Ambiente de Loures:

  1. Considera indispensável e incontornável que o PNF considere – e se concretize de facto – a ligação ferroviária com a Cidade de Loures que continua sem dispor de uma ligação de transporte pesado à Capital e à zona Oeste;
  • Partilha a apreciação que o PFN faz, segundo a qual “A solução encontrada para a ligação em ferrovia ligeira até Odivelas, onde dará ligação à Linha Amarela do Metro continuará a não ser uma ligação adequada. Os tempos de viagem até ao centro de Lisboa serão demasiado longos, em certa medida, agravado pelo facto de serem necessários dois transbordos, em Odivelas e no Campo Grande

2. O estudo elenca, no imediato, duas opções de inserção da Linha Malveira – Loures – Lisboa, no lado de Lisboa. Tais opções carecem claramente de aprofundamento:

a) Em nenhum caso, é identificado o espaço canal a ser utilizado, pelo que não permite avaliação de vantagens e inconvenientes pelos cidadãos, as suas organizações e as autoridades locais. No fundo, não se percebe se os alegados “desafios técnicos consideráveis” são técnicos, políticos, económicos ou de outra natureza ou, ainda, se se tratam destes desafios conjugados;

b) A problemática do Metro Ligeiro para Sacavém (na Bobadela, na nossa visão e proposta) é decisiva para a recomendação da opção a adoptar.

i) Com Metro Ligeiro para Sacavém (ou Bobadela) a segunda opção parece apresentar-se como a mais favorável;

ii) Sem Metro Ligeiro para Sacavém (ou Bobadela), que parece ser o caminho que o Governo e o Metropolitano de Lisboa estão a trilhar, então dir-se-á ser absolutamente necessário considerar a primeira opção para garantir uma interligação de transporte público pesado entre Sacavém e Loures, os dois principais pólos do Concelho de Loures, e destes com a Capital e o Oeste;

c) Equacionar um novo Terminal de Passageiros na Bobadela viabiliza uma nova perspectiva para o serviço Ferroviário na Capital como seja a de vocacionar este Terminal para as ligações da AML Norte ao Norte do país e à Zona Oeste e conferindo à Estação do Oriente uma preponderância da articulação da rede ferroviária à AML Sul e Sul do país.

Disponibilidade cidadã

A Associação de Defesa do Ambiente de Loures desde já se disponibiliza para acompanhar estudos ulteriores que visem concretizar o PFN, designadamente, no que respeita à AML Norte e ao Concelho de Loures.