2014

O plano de atividades definido para 2014 foi genericamente cumprido, destacando-se os seguintes aspetos:

* No que respeita à consolidação associativa desenvolveu-se uma campanha de contactos com sócios cujos endereços eletrónicos se encontravam desatualizados, de que resultou uma atualização da mailling list. Subsistem ainda algumas situações por resolver, para as quais se terá que optar por envio de carta para a morada de residência, por não existir outra forma de contacto.

* Relativamente à comunicação/divulgação, verificaram-se esforços para melhorar este aspeto, tal como perspetivado no balanço de 2013, tendo sido efetuados mais contactos com os sócios e Amigos, particularmente em situações associadas a efemérides, Informações e Posições Públicas e Iniciativas do âmbito do Programa de Ação Linha de Defesa (Ações de Informação e sensibilização, Mostra de Fotografia e parceria com a Rádio Horizonte, através da emissão diária de eco-dicas sugeridas pela ADAL).

Embora se tenham verificado melhorias neste domínio, considera-se estarmos ainda aquém do desejável e possível.

Realça-se, já na parte final do ano, o trabalho de reorganização e atualização dos conteúdos do Site da ADAL.

Está desenvolvida a proposta para uma Newsletter a enviar regularmente aos sócios e amigos, via e-mail, a partir do dia 21 de janeiro de 2015, data em que se comemora o 7º aniversário da legalização da ADAL.

* No Programa Linha de Defesa, verifica-se que o projeto Eco-Alerta continua a ter pouca expressão no contexto da relação com os cidadãos.

Mantem-se a necessidade de gerir de forma mais articulada os alertas que aparecem no correio eletrónico e no facebook, a fim de garantir o adequado encaminhamento e monitorização do assunto, assegurando uma resposta junto de quem efetuou o alerta.

No que respeita à participação em processos de discussão pública participámos nas Jornadas Parlamentares do Partido “Os Verdes”, em Sessão do âmbito do Projeto de Desenvolvimento Local de Base Comunitária da Zona Norte da AML e em sessões de freguesias para discussão pública do orçamento Municipal para 2015.

Em particular no que concerne à discussão pública do PDM, regista-se que os vários apelos feitos junto da edilidade para que prorrogasse o prazo da mesma tiveram resultados, facto que naturalmente não se deve exclusivamente à intervenção da ADAL, mas para o qual consideramos ter tido um papel importante.

É de realçar igualmente a participação na Comissão de Acompanhamento Local da Valorsul, que finalmente começou a funcionar (reunião em 18 de Junho), mas relativamente à qual não se conheceram desenvolvimentos posteriores.

Igualmente se destaca a elaboração e envio à CMLoures de uma proposta para instalação num recuperado e adaptado Palácio de Valflores, de um Centro de Investigação Universitária para os Resíduos e um Centro de Documentação para a Sustentabilidade Ambiental Urbana e Peri-Urbana.

No campo das realizações, realça-se a concretização de duas atividades, uma no âmbito do programa Pelos trilhos do Património e da Natureza (Rota Histórica das Linhas de Torres Vedras – Circuito de Ribas) outra no âmbito do programa Loures – Um olhar por dentro (Visita ao Arquivo nacional de Imagem em Movimento), ambas muito concorridas.

Será ainda de realçar a concretização da segunda edição da Mostra de Fotografia “Retrato Ambiental de Loures”, dedicada ao Património Cultural, que contou com 7 participantes, com um total de 30 fotografias.

Nas Ações de Advertência, onde se enquadram, para além de outras iniciativas, as informações e posições públicas ou promoção de reuniões, destaca-se a concretização, em Março, da seleção do Positivo e Negativo de 2013, tendo merecido destaque os seguintes aspetos:

 

POSITIVO NEGATIVO
AMBIENTE
  • Intervenção regeneradora nas galerias ripícolas do Rio Trancão em Bucelas/S. Julião do Tojal
  • Estado de degradação e desaproveitamento de Parques Urbanos, com destaque para os de Santa Iria de Azóia e Montemor
PATRIMÓNIO
  • Abertura do Museu do Vinho e da Vinha, em Bucelas
  • Estado de decadência de edifícios históricos, com destaque para o Palácio de Valflores (Santa Iria de Azóia) e o edifício 4 de Outubro (Loures)

Quanto a Posições / Informações Públicas foram emitidas oito, no âmbito dos seguintes temas: Centrais Fotovoltaicas, Reuniões com a nova Administração da CMLoures, Positivo e Negativo de 2013, Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, Dia Internacional dos Museus, Dia Mundial do Ambiente e Metas para a Reciclagem (em comunicado conjunto da Plataforma que envolve a ADAL, a QUERCUS e o MPI).

Nos contactos institucionais, foram privilegiados os contactos com a Câmara Municipal de Loures num contexto em que se verificaram alterações políticas da respetiva administração.

Perspetivas para 2015

Considera-se ser de manter os programas e projetos desenvolvidos, sendo fundamental continuar a reforçar os aspetos de comunicação com os sócios, amigos e outras entidades, partilhando com regularidade as preocupações e as reflexões que se venham a verificar.

Será importante desenvolver ações que visem o recrutamento de novos sócios.

O acompanhamento de processos do âmbito da gestão do território, sobretudo nas suas dimensões ambiental e cultural, continuará a merecer a maior atenção por parte da ADAL, que não deixará de participar ativamente nas discussões públicas que vierem a ocorrer e nas sessões de esclarecimento e debate para as quais vier a ser convidada.

Também relativamente ao funcionamento da Comissão Local de Acompanhamento da Valorsul se justificará uma ação de incentivo e reivindicação com vista ao seu normal funcionamento.

 

2015

A ADAL, reunida em Assembleia Geral procedeu à apreciação dos factos positivos e negativos de 2015 respeitantes ao ambiente e património do Concelho de Loures e considera:

 

POSITIVO

NEGATIVO

AMBIENTE

Plano de Acção dos SIMAR, com o reforço do número de trabalhadores e da frota, com melhorias no serviço de recolha de RSU.

Destinatário: SIMAR Loures e Odivelas

Ausência de intervenção de preservação do Paul das Caniceiras

Destinatário: CM Loures e Junta da União das Freguesias de SAT e SJT

Estado da Frente Ribeirinha do Tejo

Destinatário: Ministério do Ambiente, Ministério do Planeamento e Infraestruturas e CM Loures

Privatização EGF/Valorsul

Destinatário: Primeiro-Ministro

PATRIMÓNIO

Arranque de campanha para o restauro da Igreja Matriz de Loures

Destinatário: Paróquia de Loures

Programa de percursos pedestres, a que se associam conteúdos informativos temáticos, de sensibilização para o Património Cultural. *

Destinatário: CM Loures

Estado de decadência do Palácio de Valflores

Destinatário: Ministério da Cultura e CM Loures

Estado de decadência da Casa Medieval da Torre de Cima – Bucelas

Destinatário: Ministério da Cultura e Proprietário

*Recomendação: Deve ter lugar uma melhor identificação dos caminhos, dotando-os de informação, para que os cidadãos os possam percorrer autonomamente.

A ADAL destaca assim, os factos mais relevantes que marcam cada ano, procurando apoiar e estimular as melhores práticas e condenar aquelas que se apresentem em contradição com o interesse e bem-estar colectivos.

No caso particular da tentativa governamental de privatizar a Valorsul, a ADAL, entende destacar o facto, como muito negativo, por não haver nenhuma razão justificativa para o fazer, nem ambiental, nem técnica, nem económica, mas com as previsíveis consequências nefastas e indesejáveis de aumento de taxas e a fuga ao controlo democrático do funcionamento da Central de Incineração e demais instalações do sistema.

ADAL defende a salvaguarda da Casa Medieval da Torre de Cima

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios | 18 de Abril

ADAL defende a salvaguarda da Casa Medieval da Torre de Cima

A propósito do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios A ADAL salienta a importância da Casa Medieval da Torre de Cima e a necessidade de serem tomadas medidas que impeçam a sua ruína. Trata-se de um paço senhorial baixo-medieval, construído muito provavelmente ainda no século XIV, localizado na encosta setentrional da Serra dos Picotinhos, na freguesia de Bucelas.

Apesar de constituir um dos raros exemplos de propriedade nobre na área da Grande Lisboa durante a Idade Média, não tem merecido grande atenção por parte de estudiosos e os organismos competentes e só foi alvo de classificação em 2002, como monumento de Interesse Público[i], aguardando-se um coerente estudo monográfico sobre o local e consequente projecto de valorização. O seu avançado estado de ruina deve ser uma preocupação e um alerta para que se tomem medidas no sentido da sua salvaguarda.

Atualmente apenas se podem observar três portais de arco quebrado, um deles na fachada Norte (a principal?) e outros dois em divisórias interiores do paço, destacando-se o do lado Ocidental, de menor abertura que o setentrional e que dá acesso a um vestíbulo, ou espaço de transição para o interior. Sobre o portal principal existem cinco mísulas, algumas já mutiladas, destinadas a suportar, muito provavelmente, um alpendre ou, em alternativa, um balcão do segundo piso, à maneira de varandim nobre. Destaque ainda para a cozinha, localizada no extremo Sudoeste do conjunto, que ainda conserva uma parcela abobadada do forno.

As escassas referências históricas informam-nos que em 1524 a propriedade pertencia a D. Violante Tavares, viúva de um tal Nuno Álvares, e seus herdeiros. Nessa data, foi adquirida por D. Joana de Ataíde, que o terá anexado ao Mosteiro da Rosa, em Lisboa. Segundo parece, coube às freiras a administração da propriedade até ao século XVIII, a que estava também associada um casal, denominado da Almiranta, mas desconhecem-se os moldes dessa gestão. No século XIX, já depois da extinção das Ordens Religiosas, a Quinta entrou na posse de D. Maria José da Grã Magriço, viúva do visconde Francisco Lopes de Azevedo Pereira e Sá Coelho, falecido em 1876. Na centúria seguinte, passou para a tutela da empresa vinícola Camilo Alves, que aproveitou o terreno para plantio de vinhas, ficando a casa desocupada e como espaço de apoio ao vinhedo.

Por tudo o que foi referido importa promover o estudo da estrutura em causa, indispensável a qualquer projecto de restauro para acautelar a historicidade do monumento ou que a completa ruína leve o que ainda resta de uma das mais importantes herdades senhoriais medievais do atual concelho de Loures.


[i] Decreto n.º 5/2002, DR, I Série-B. n.º 42, de 19-02-2002

DIA MUNDIAL DA ÁGUA | 22 de Março

Unanimidade no PACTO Municipal pela ÁGUA PÚBLICA
proposto pela ADAL

 

Cumpre-se, nesta data, exactamente um ano, desde que a ADAL se comprometeu publicamente com a apresentação de um projecto de “PACTO POLÍTICO MUNICIPAL pela defesa da água como recurso natural público e sob controlo democrático”, aos órgãos autárquicos locais e municipais e às forças políticas representadas na Câmara Municipal, na Assembleia Municipal, nas Juntas de Freguesia e nas Assembleias de Freguesia.

Um ano depois, temos o gosto de poder proclamar missão cumprida e missão bem sucedida.

De facto, a ADAL regozija-se por ter conseguido concitar o apoio unânime das forças políticas, quer na Câmara Municipal, quer na Assembleia Municipal, quer nas Juntas de Freguesia de Loures, Bucelas e União das Freguesias de Bobadela, S. João da Talha e Santa Iria de Azóia e Assembleias de Freguesia de Loures, Lousa e União das Freguesias de Bobadela, S. João da Talha e Santa Iria de Azóia.

Sublinha-se que com esta decisão dos órgãos autárquicos de Loures, saem vencedores e mais protegidos, os munícipes e os seus interesses, sai beneficiado o ambiente e reforça-se o espirito de comunidade que se congrega em torno de objectivos comuns.

 

A Proposta de Pacto, agora aprovada

A ADAL – Associação de Defesa do Ambiente de Loures, propõe aos eleitos nos órgãos municipais de Loures, a subscrição do seguinte pacto:

A água é um recurso natural indispensável à vida.

Essa característica ineludível e particular, tornam a água insusceptível de mercantilização, logo, de privatização, na medida em que uma gestão privada deste recurso, viabiliza a possibilidade da sua utilização como instrumento de condicionamento, de descriminação e de vulnerabilidade dos interesses gerais, de populações, de comunidades, de segmentos territoriais ou mesmo, de famílias e indivíduos.

Ao contrário, mantida na esfera pública, a gestão da água dispõe dos mecanismos de funcionamento da democracia, para garantir a sua protecção, captação equilibrada, distribuição universal e justa, e a indispensável poupança, tendo em vista a sua sustentabilidade, a preços sensatos, que não tendo em vista proporcionar lucros, não será sujeita à sobre-exploração económica.

Por estas essenciais razões, os autarcas eleitos nos órgãos municipais do Concelho de Loures, subscrevem o presente pacto, afirmando, por essa via, tudo fazer na sua acção política para assegurar a defesa da Água como recurso natural público e assegurar o controlo democrático da sua exploração, distribuição e preservação.