ADAL integra o Conselho Consultivo

Enquanto associação de defesa do ambiente local, a ADAL foi convidada para integrar o Conselho Consultivo do Parque da Várzea e Costeiras de Loures. O convite foi de imediato aceite, em consonância com o empenho da Associação em participar activamente nos diversos processos de audição e consulta, representando e defendendo os interesses locais e das populações do município de Loures.

O Conselho é um órgão com funções consultivas, que deve assegurar a participação das várias forças sociais, culturais, económicas e ambientais na procura de consensos alargados relativamente ao planeamento e gestão do Parque da Várzea e Costeiras de Loures, constituindo-se enquanto órgão independente, que apoia a Câmara Municipal de Loures no planeamento e gestão do Parque da Várzea e Costeiras de Loures.

território composto pela Várzea e Costeiras ocupa cerca de 1.700 hectares de solo rural e quase despovoado no centro do Concelho de Louras, unindo as suas duas cidades – Loures e Sacavém – e ainda as sedes de freguesia São Julião do Tojal, Santo Antão do Tojal, Santo António dos Cavaleiros, Frielas e Unhos.

A importância concreta e simbólica deste território motivou a Câmara Municipal de Loures a delimitá-lo como Unidade Operacional de Planeamento e Gestão no novo Plano Diretor Municipal.

A ADAL pugnará pela implementação dos objetivos de protecção e recuperação dos valores e funções ambientais do parque, bem como de valorização do património cultural, material e imaterial da Várzea e Costeiras, numa estratégia que concilie as diferentes utilizações e vocações do território.

Oposição à privatização da VALORSUL

A Câmara Municipal de Loures e a “Plataforma em defesa da VALORSUL como empresa pública”, da qual a ADAL é uma das Organizações integrantes, deram, no passado dia 29 de Julho, uma conferência de imprensa à porta da sede da VALORSUL, em São João da Talha, reagindo à decisão da Autoridade da Concorrência que anunciou a não oposição à concentração de empresas no processo de privatização da Valorsul.

Em causa está o processo de alienação de 100% do capital estatal da EGF, responsável pela recolha, transporte, tratamento e valorização de resíduos urbanos, através de 11 sistemas multimunicipais de norte a sul do país.

Relembramos que também a ADAL, enquanto associação ambientalista de Loures, está preocupada  com as  consequências ambientais da  privatização e  activa nesta  causa  comum. Já em Julho, por ocasião de mais um protesto pela reversão da privatização – o qual mereceu destaque na última edição do Linha de Defesa – a ADAL explicava a completa ausência de fundamentos lógicos para privatizar a EGF e, consequentemente, a empresa de resíduos Valorsul.

De referir que uma das propostas da SUMA é de fundir a Valorsul com a empresa de resíduos da Amarsul (Margem sul do Tejo) e criar uma linha na central de incineração de Loures, o que, no entender da ADAL, além de colocar em causa as metas ambientais é um processo à revelia daquilo que eram os compromissos do estado com as populações quando aqui foi instalada a incineradora da Valorsul.

Dia Mundial da População | 11 de Julho

Foi a 11 de julho de 1987 que o contador mundial de população chegou aos cinco biliões de pessoas, inspirando a ONU a criar este dia em 1989 e a comemorar anualmente esta efeméride a 11 de julho.

Trata-se de uma data que pretende priorizar o acesso à saúde reprodutiva, pois segundo o Director Executivo do Fundo da ONU para as Populações (UNFPA), Babatunde Osotimehin, é a principal causa de doença, e de morte em idade fértil. Cerca de 800 raparigas morrem por dia, entre os 10 e os 19 anos, na maioria dos países em desenvolvimento. Enquanto as maiores taxas de doenças sexualmente transmissíveis estão entre os jovens com idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos.

Verifica-se porém a falta de participação política por parte de jovens nestes países para alteração do paradigma instalado. É imperativo um investimento e inequívoco compromisso político e social em áreas como a saúde, incluindo a saúde sexual e reprodutiva, a educação, a formação ou emprego.

De acordo com as Estimativas do INE da População Residente em Portugal mais recentes, em 31 de Dezembro de 2013, residiam em Portugal 10 427 301 pessoas. As Projeções de população residente 2012-2060, produzidas pelo INE, indicam que Portugal perderá população até 2060, passando dos atuais 10,5 para 8,6 milhões de residentes. Contudo, no cenário baixo a perda populacional será mais acentuada, em resultado da manutenção dos baixos níveis de fecundidade verificados atualmente em Portugal e de saldos migratórios negativos, podendo a população residente atingir 6,3 milhões em 2060. No cenário alto a perda será menor, sobretudo pela recuperação dos níveis de fecundidade, projetando-se uma população residente de 9,2 milhões para 2060.

INTERVENÇÃO no protesto contra a privatização da VALORSUL

A ADAL, em conjunto com outras associações, promoveu um protesto pela reversão da privatização da EGF/VALORSUL.

Confira a intervenção proferida nesta ação de luta:

Caros Amigos,

Estamos aqui hoje, porque achamos que as populações têm de mostrar ao actual governo e ao próximo governo o que pensam da privatização da Valorsul.

A ADAL nasceu a par da Valorsul, por isso, conhece-lhe os primeiros passos e os passos seguintes.

A ADAL conhece de perto todas as promessas, todos os compromissos, que o Estado assumiu com as populações da zona de influência da Incineradora.

A ADAL conhece os acordos e os contratos assinados com as autarquias locais e, em particular com a Câmara Municipal de Loures.

Na ADAL, sabemos que enquanto empresa pública, a Valorsul cumpriu, no essencial as suas obrigações.

Na ADAL, sabemos que ano após ano, a Valorsul cumprindo as regras ambientais a que estava obrigada e que simultaneamente apresentou sempre lucros.

Sublinhamos bem. Cumpriu as regras a que estava obrigada e apresentou sempre lucros.

Por isso, não há forma de compreender as razões que levam um governo a privatizar uma empresa praticamente exemplar com gestão pública.

Não há forma de compreender que um governo normalmente tão preocupado com os accionistas das empresas, no caso da Valorsul, desrespeita por completo os accionistas municipais que são, afinal, não apenas accionistas, mas mesmo, enquanto clientes, o principal sustentáculo operacional e económico da empresa.

E há que recordar que por detrás dos accionistas municipais, são os milhares de munícipes, são os milhares de contribuintes, que são os reais accionistas.

Mas isso é coisa que pouco respeito parece merecer deste governo.

O objectivo principal do governo é claramente ideológico, é retirar tudo o que tem valor das mãos do Estado, para entregar aos grupos financeiros e aos grupos económicos que constituem a sua base social e económica de apoio.

Pode por isso dizer-se, por tudo o que se tem visto, e que o exemplo da Valorsul bem sublinha, este é um governo que age para os amigos, em função dos interesses particulares e não dos interesses públicos.

Não deve pois esperar-se que aqui venhamos trazer argumentos técnicos e ambientais. Por culpa do governo, o que está em causa é político e financeiro.

Não hesitamos, por isso, em desafiar desde já as forças políticas concorrentes às eleições legislativas de Outubro próximo a fazerem regredir este processo inacreditável de uma privatização insensata e disparatada.

O próximo governo, seja ele qual for, terá de garantir que SÃO RESPEITADOS TODOS OS COMPROMISSOS COM AS POPULAÇÕES DE SACAVÉM, BOBADELA, S. JOÃO DA TALHA E SANTA IRIA DE AZÓIA;

O próximo governo, seja ele qual for, terá de honrar OS COMPROMISSOS ASSINADOS COM A CÂMARA MUNICIPAL DE LOURES E AS PROMESSAS FEITAS ÀS JUNTAS DE FREGUESIA;

O próximo governo, seja ele qual for, não pode permitir que AUMENTEM AS TAXAS EM 27%;

O próximo governo, seja ele qual for não pode admitir que TRAGAM PARA S.JOÃO DA TALHA TODO O LIXO DA MARGEM SUL;

O próximo governo, seja ele qual for, não pode AUTORIZAR UM NOVO FORNO PARA QUEIMA DOS RESÍDUOS;

O próximo governo, seja ele qual for não pode ADMITIR QUE SEJAM DESPEDIDOS 25% DOS TRABALHADORES;

O próximo governo, seja ele qual for, não pode permitir QUE SEJA ENTREGUE AOS PRIVADOS AQUILO QUE FOI CONSTRUIDO COM OS NOSSOS IMPOSTOS;

O próximo governo, seja ele qual for, tem de garantir que ninguém PODE PÔR EM RISCO A NOSSA SEGURANÇA, SAÚDE E BEM-ESTAR

Fazer o que acabamos de enunciar, não será possível nos termos desta privatização. Portanto, a única solução é manter a Valorsul na esfera pública.

A solução correcta é os municípios deterem a maioria do capital da empresa, para a pôr a coberto das tropelias dos governos e as ilegítimas ambições dos grupos privados para quem objectivamente o governo trabalha.

É o que o próximo governo, seja ele qual for, tem de fazer. Tem de reverter esta privatização.

E aos cidadãos, aos munícipes, aos contribuintes, dizemos com clareza:

NÃO HÁ NENHUMA BOA RAZÃO PARA ESTA PRIVATIZAÇÃO!

NÃO HÁ NENHUMA BOA RAZÃO PARA VOTAR NOS PARTIDOS DESTE GOVERNO!

Pela nossa parte, tudo continuaremos a fazer para que a Valorsul se mantenha pública e ao serviço das populações.

Contem connosco!