ECO-ALERTA de munícipe relativa a obra da responsabilidade da Infraestruturas de Portugal

Via projecto Eco-Alerta, a ADAL recebeu comunicação de munícipe a indagar sobre a obra de substituição de passagens hidráulicas na EN115, nas imediações do entroncamento para A-das-Lebres, da responsabilidade da Infraestruturas de Portugal. A preocupação expressa incidiu na capacidade de vazão da terceira passagem hidráulica (no sentido Norte – Sul), considerando os constrangimentos que ali ocorrem quando a quantidade de precipitação é elevada e não absorvida pelos solos.

Contactada a Infraestruturas de Portugal, partilhamos a resposta recebida:

À Associação de Defesa do Ambiente de Loures

Em resposta ao pedido de esclarecimento quanto à capacidade de vazão da terceira passagem hidráulica (no sentido Norte – Sul), cerca do quilómetro 82+000 da EN115, nas imediações do entroncamento para A-das-Lebres, informamos que:

– a intervenção em causa visa a substituição de quatro passagens hidráulicas existentes nas imediações do km 81+970, nomeadamente, N.I.1, OA nº 5341, OA nº 6164 e N.I.2, conforme designação representada na figura anexa;
– a substituição da PH N.I.1 está relacionada com más condições de conservação em que esta se encontra, estando a substituição das restantes PHs relacionada com mau estado de conservação e ainda com falta de capacidade de vazão;
– a PH N.I.2 drena uma bacia hidrográfica distinta da bacia hidrográfica drenada pelas restantes PHs;
– as PHs N.I.1, OA 6164 e OA 5341, drenam, no seu conjunto, uma bacia hidrográfica, tendo sido considerado o caudal afluente para o período de retorno de T=100 anos;
– o leito principal da linha de água está associado à OA nº 6164, que apresenta uma secção de retangular de 2,0 x 1,0 m2, bastante aquém no que diz respeito à secção necessária para escoar o caudal centenário;
– em situações extremas associadas a caudais de ponta significativos, o escoamento extravasa o leito menor, alagando a ‘zona baixa’ onde se inserem as três PHs, permitindo o escoamento do caudal simultaneamente pelas três PHs.

Neste contexto a intervenção em curso visa (1) a substituição da PH OA nº 6164 por secção equivalente, opção esta condicionada pela geometria do leito menor, que se encontra em parte confinado por construções, e (2) a substituição das PHs N.I.1 e OA 5341, com o aumento das respetivas secções de vazão, de forma a que no seu conjunto permitam o escoamento do caudal centenário associado à respetiva bacia hidrográfica.”

Fonte: IP

A ADAL evidencia que, em contexto de alterações climáticas, importa que a reabilitação e beneficiação de infraestruturas existentes acautelem o dimensionamento, tendo em conta requisitos ambientais e ecológicos que poderão vir a ser bastante distintos dos verificados na época de construção. Ainda que as alterações climáticas possam determinar uma alteração nos registos de precipitação, o aumento de precipitação intensa terá como resultado caudais de cheia mais elevados, sendo o adequado dimensionamento e funcionamento das passagens hidráulicas essencial para a capacidade de vazão dos caudais afluentes, preventivo ainda de outros problemas como a erosão, a sedimentação, acumulação de detritos ou o ravinamento dos terrenos adjacentes às obras hidráulicas.  

Exposição de bolso “Loures também tem Tejo! Narrativa ilustrada de uma causa líquida”

ADAL- Associação de Defesa do Ambiente de Loures vem, desde há anos, tornando públicas as suas preocupações com o estado e a situação de pressão desqualificadora na Frente Ribeirinha do Tejo em Loures.

Neste momento de novo impulso ao projeto, com a aprovação de empréstimo pela Assembleia Municipal de Loures, a juntar ao cofinanciamento aprovado pelo Portugal 2020, a possibilidade de circular de bicicleta e a pé entre Lisboa, Loures e Vila Franca de Xira é cada vez mais uma certeza.

A requalificação da frente ribeirinha do Tejo, com a implantação de um passeio pedonal e ciclável, num percurso com cerca de seis quilómetros de extensão, com passagem por Santa Iria de Azóia, São João da Talha e Bobadela, irá permitir a aproximação da população à margem do rio Tejo e simultaneamente à fruição da paisagem do estuário do Tejo e ao contacto com a Natureza.

Oportunidade para a ADAL lançar a Exposição de Bolso #3 e reafirmar que LOURES TAMBÉM TEM TEJO! que pode ver e descarregar clicando .

URGE A REQUALIFICAÇÃO DA FRENTE RIBEIRINHA DO TEJO NO CONCELHO DE LOURES. QUE NINGUÉM BOICOTE TAL OBJECTIVO

As Câmaras Municipais de Loures e Lisboa e o Governo português preveem acolher, na Frente Ribeirinha do Tejo, no Concelho de Loures, a Jornada Mundial da Juventude a realizar em 2023 (que estava prevista para 2022 e foi adiada por um ano, devido à pandemia sanitária COVID-19).

No passado dia 22 de Novembro, o Papa entregou a uma delegação portuguesa, na Basílica de São Pedro, os símbolos da Jornada Mundial da Juventude para essa edição internacional a decorrer em Portugal.

Tal passo significa um avanço no processo de concretização do evento e significa que, no terreno, tem que iniciar, muito em breve, o processo de intervenção no território, que viabilize, em condições de dignidade, a concretização da participada iniciativa da Igreja Católica.

A ADAL- Associação de Defesa do Ambiente de Loures vem, desde há anos, tornando públicas as suas preocupações com o estado e a situação de pressão desqualificadora na Frente Ribeirinha do Tejo em Loures e considera que a oportunidade de qualificação desta área do arco ribeirinho não pode mais ser protelada, requerendo-se quer do Governo quer do Município de Loures uma actuação urgente, determinada e abrangente.

A Frente Ribeirinha do Tejo em Loures precisa:

  1. Erradicar os problemas da desqualificação territorial, ambiental e económica e acção mitigadora dos impactos das actuais actividades, impedindo ali novas actividades inadequadas e impróprias de um espaço de elevada nobreza e valor ambiental;
  2. A elaboração urgente de um Plano de Ordenamento, como instrumento de gestão sustentável do território e alavanca de protecção ambiental e de desenvolvimento económico equilibrado;
  3. Que se reúnam, sob os mesmos propósitos, o governo, as autarquias, as empresas e os cidadãos, em ordem à valorização da frente Tejo nas suas diferentes dimensões, das económicas às lúdicas, das ambientais às turísticas.

A Frente Ribeirinha do Tejo em Loures NÃO precisa:

  1. Que as forças políticas da oposição na Câmara Municipal de Loures boicotem as acções e o financiamento da Requalificação, como aconteceu recentemente ao chumbarem a contratação de um empréstimo de médio e longo prazo para obra, que o Município pretende contrair para tornar a operação de construção do “Passadiço do Tejo” possível, a breve prazo.
  2. Ser usada como palco de disputa partidária que não tenha em conta os interesses colectivos e o bem estar e aspirações das populações.

LOURES TAMBÉM TEM TEJO!

Plano de Actividades e Orçamento para o ano de 2021 aprovado em Assembleia Geral

A ADAL reuniu em Assembleia Geral Ordinária no dia 15 de Dezembro, tendo sido aprovado o Plano de Actividades e Orçamento para o ano de 2021.

Ainda que cientes que a situação pandémica que marcou a vida de todos os cidadãos no corrente ano, à escala do planeta, afectou também a vida das organizações, em geral, e do Movimento associativo, em particular, o Plano de Actividades delineado assenta na esperança que as actividades presenciais possam ocorrer, ao contrário do que sucedeu desde Março de 2020.

A intervenção da ADAL para 2021 assenta em seis eixos:

  1. Consolidação associativa
  2. Comunicação
  3. Relações institucionais
  4. Parcerias e colaborações
  5. Programa Linha de Defesa
  6. Efemérides

A consolidação associativa deverá focar-se na captação de novos associados, na aproximação dos associados à actividade e aos órgãos e na recolha de fundos, quer por via de quotizações e donativos, quer de outros apoios financeiros, de que destacamos o que poderá resultar da candidatura aos apoios municipais.

A intervenção da ADAL ao longo do ano assume sobretudo um caracter de advertência relativamente a problemas verificados no território, nos domínios do Ambiente e do Património. Esta opção exige uma forte atenção aos aspectos da comunicação: dar a conhecer as causas que defendemos, as soluções que preconizamos, o desenvolvimento dado aos assuntos; informar sobre os recursos ambientais e patrimoniais e sensibilizar para a necessidade da sua defesa e preservação. É neste quadro que assume particular importância a permanente actualização do website e a edição mensal da folha informativa Linha de Defesa. A par, aproveitaremos todas as soluções e plataformas que contribuam para a divulgação da ADAL e das suas causas. Estabelece-se como propósito o alargamento dos destinatários não associados das comunicações electrónicas da ADAL, para que a informação que produzimos chegue a mais pessoas.

O contributo para a resolução de problemas verificados no território continuará a fazer-se de acordo com uma estratégia que privilegia as boas relações institucionais, onde à chamada de atenção e à crítica nunca deixaremos de sugerir soluções, procurando ser parte delas, numa postura de colaboração e de estabelecimento de parcerias, para as quais continuaremos disponíveis.

Acreditando que quanto melhor conhecermos os nossos recursos e o valor dos mesmos para o bem-estar geral, a ADAL continuará a desenvolver algumas actividades de grupo que proporcionem o conhecimento do território e dos seus valores ambientais e patrimoniais. O Programa Linha de Defesa tem precisamente esse objectivo e cumpre-se por via de um conjunto vasto de actividades como percursos pedonais, visitas, edição de informações e posições públicas e de exposições de bolso, elaboração de pareceres, prestação de informação sobre os desenvolvimentos verificados nos processos que acompanha com prioridade (causas) e os projectos que vivem da participação dos sócios e de outros cidadãos, Eco Alerta e Positivo e Negativo do Ano.

Sempre que se justifique, e por constituírem oportunidades para evidenciarem temas e problemáticas locais, será dada relevância a determinadas efemérides com relação directa ou indirecta aos mesmos.

JUNTE-SE a nós na defesa do ambiente e do património local!