Sifão do Canal do Alviela proposto para selo postal temático

No âmbito das medidas para a divulgação e salvaguarda do Sifão do Canal do Alviela, a ADAL propôs aos CTT a possibilidade de considerarem, no processo de definição dos selos postais para 2021, categoria Temáticas, este elemento patrimonial com grande simbolismo não só para Sacavém, no Concelho de Loures, mas também para a cidade de Lisboa.

Efectivamente, o Sifão do Canal do Alviela, que atravessa o Rio Trancão é, desde os anos 1880, um elemento simbólico central da Cidade de Sacavém. Trata-se de uma notável obra de engenharia que desempenhou relevantíssimo papel no fornecimento de água potável a Lisboa. A sua antiga importância funcional e o seu reconhecimento como ex-libris da Cidade de Sacavém são razões mais do que suficientes para uma valorização daquele Arco, que viabilizava o fornecimento de água do Rio Alviela à Capital.

A emissão de um selo poderia constituir, na nossa opinião, não só o reconhecimento deste elemento patrimonial pertencente à EPAL, como um contributo para sensibilizar para a importância da sua preservação.

Infelizmente, a Direcção de Filateia dos CTT informou-nos que, não obstante o interesse da nossa proposta, a relevância de outros temas e o reduzido número de Emissões que é possível realizar anualmente, determinaram não ser possível acolher e concretizar a proposta em 2021.

Contamos insistir com a nossa proposta para as emissões de 2022.

A ESTRUTURA VERDE MUNICIPAL E A RESILIÊNCIA CLIMÁTICA

Artigo de opinião de Rui Pinheiro, Sociólogo no Notícias de Loures, 5 de Dezembro de 2020

A Câmara Municipal de Loures tem em robusto desenvolvimento a Estrutura Verde Municipal com a criação ou ampliação de Parques Verdes equipados. Estão agora em concretização, o Parque Verde da Quinta de Santa Teresa, em Camarate, a segunda fase do Parque do Bairro de Santo António, também em Camarate, o Parque Verde do Planalto do Catujal e o Parque Urbano do Infantado.

Há que reconhecer que é um investimento apreciável. Não especialmente pelo seu valor de obra, de cerca de 2 milhões de euros, mas sobretudo pelo que significa de incremento da estrutura verde no território e o seu efeito a longo prazo, quer na ocupação do solo, quer no impulso à resiliência climática, absolutamente indispensável.

Esta opção do Município de Loures tem ainda valor acrescido em função do tremendo período pelo qual passamos. Porque requer coragem, mas sobretudo, visão de futuro. O pós-pandemia pode ser uma qualquer “nova normalidade”, mas do que certamente não nos livraremos, com uma vacina, é do agravamento do estado do ambiente, do esgotamento dos recursos naturais, da sobrecarga dos impactos climáticos. É por isso que aqui se considera ser de assinalar a bandeira que vem sendo transportada, quase exclusivamente, pela ADAL entre as associações da denominada sociedade civil relativamente à problemática das alterações climáticas e a necessidade de uma acção municipal integrada, coordenada, participativa. A escala local é muitíssimo insuficiente para enfrentar o desafio com sucesso, mas preparar o Concelho para ser resiliente ao problema global é uma tarefa indeclinável e inadiável. Foi o que a ADAL foi dizer ao Loures em Congresso há mais de 5 anos.

Nessa perspectiva, presume-se, estará a elaboração em curso do Plano de Acção Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas que a Câmara Municipal de Loures prevê, e bem, articular com o Plano Metropolitano equivalente. Se é insofismável a necessidade desse Plano e se é indesmentível, como antes assinalámos, que estão em marcha acções concretas que preparam a resiliência climática, não podemos deixar de recear que nem no quadro da maioria municipal haja a ambição suficiente para uma estratégia ambiental robusta, como não se vislumbra o menor interesse e apoio da oposição, nem visão das freguesias, para se caminhar conjunta e empenhadamente para uma verdadeira sustentabilidade.

Uma sustentabilidade ambiental, mas também uma sustentabilidade económica, uma sustentabilidade territorial, uma sustentabilidade demográfica, uma sustentabilidade energética, uma sustentabilidade social, cultural e educativa.

Como se ouviu afirmar no Loures em Congresso, “A SUSTENTABILIDADE mais do que transversal, é universal !” e é “o mais mobilizador dos objectivos e a melhor das opções estratégicas”.

Faz por isso sentido, nesta perspectiva de abrangência sustentável, destacar o crescimento da estrutura verde municipal e o Plano Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas, salientando que cada iniciativa, isoladamente, tem um efeito diminuto e uma percepção reduzida. O rumo certo precisa de uma ideia directora e unificadora.

Este colunista escreve em concordância com o antigo acordo ortográfico.

https://www.noticias-de-loures.pt/opiniao/rui-pinheiro/a-estrutura-verde-municipal-e-a-resiliencia-climatica=2505

ADAL apresenta problemas ambientais de Loures em Acção de Formação para Professores

A Ordem dos Biólogos e a SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves) organizaram um curso no âmbito do projecto “Aprende, Conhece, Participa: uma abordagem local à educação para a cidadania ambiental”.

A Acção de Formação destinada a Professores do 3º ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário ocorrida neste mês de novembro proporcionou a oportunidade para a ADAL expor, no passado dia 4, a sua interpretação da evolução do território de Loures e da denominada Cintura Industrial de Lisboa, as suas transformações, as vantagens e os novos problemas daí decorrentes.

Tempo para salientar a riqueza e as dificuldades associadas à extensa rede hidrográfica que percorre o Concelho, a noção comparativa com o restante arco ribeirinho da desqualificada Frente Ribeirinha do Tejo em Loures e perspectivas de qualificação.

Mereceram também destaque, a Várzea de Loures com as suas potencialidades e contrariedades, dando-se destaque à urgência da Classificação do Paul das Caniceiras, as vantagens e inconvenientes das Áreas Urbanas de Génese Ilegal, a problemática do Aeroporto, dos Transportes Públicos e da Mobilidade, com saliência para a necessidade do metropolitano chegar em breve a Loures e Sacavém.

Referenciada a tentação urbanística e enorme pressão sobre as autarquias para autorizar mais construção na zona Norte do Concelho e a perda de vocação agrícola e insuficiente dinâmica florestal daquela riquíssima área de Loures.

Garça-real – Vida Selvagem nas margens do rio Trancão, João Lopes, 2013 | 1ª  Mostra de Fotografia ADAL “Retrato Ambiental de Loures”