Exigência de intervenção na frente ribeirinha

O Município de Loures tem 5,5 Km de frente do estuário do Tejo. Mais de 44 mil habitantes moram nas proximidades –  União de Freguesia de Bobadela, São João da Talha e Santa iria de Azóia. São 22,5% do total da população do concelho!

Esta é a única área do território incluída na Rede Natura 2000, estando de certa forma protegida, por isso, ao abrigo das Directivas Aves e Habitats, da União Europeia.

Os contactos com as instâncias políticas que a ADAL tem desenvolvido como intuito de exigir uma intervenção neste território, para que possa ser usufruído pelas populações e para valorização do património ambiental que lhe está associado, inscrevem-se em três objectivos:

  1. Sensibilizar as autoridades para os problemas da desqualificação territorial, ambiental e económica da Frente Ribeirinha do Tejo em Loures e a necessidade de intervenções urgentes mitigadoras dos impactos das actuais actividades;
  2. Salientar a importância da elaboração de um Plano de Ordenamento para a Frente Ribeirinha do Tejo, como instrumento de gestão sustentável do território e alavanca de protecção ambiental e de desenvolvimento económico equilibrado;
  3. Reunir sob os mesmos propósitos, o governo, as autarquias, as empresas e os cidadãos em ordem à valorização da frente Tejo nas suas diferentes dimensões, das económicas às lúdicas, das ambientais às turísticas.

A ADAL integra o Conselho Municipal do Associativismo

A ADAL integra o Conselho Municipal do Associativismo com o objectivo de contribuir para a partilha de informações entre todas as colectividades que dinamizam e sustentam a dinâmica cultural no município de Loures e de participar no acompanhamento e na definição das políticas e linhas orientadoras da promoção da vida associativa em Loures.

2ª reunião de Acompanhamento Local da Central de Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos da VALORSUL

Realizou-se a 2ª reunião de Acompanhamento Local da Central de Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos da VALORSUL que teve lugar nas instalações da Valorsul em S. João da Talha.

A sessão de trabalho foi antecedida por uma visita às instalações, tendo havido ocasião de verificar o funcionamento da Central de Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos.

Durante os trabalhos da Comissão, a ADAL suscitou, através do seu representante, um conjunto de questões em que se destacam o apelo a que sejam cumpridas e executadas todas as deliberações da primeira reunião e que seja considerada a hipótese de instalação de uma estação da Rede de Vigilância da Qualidade do Ar, no Mouchão da Póvoa.

O representante da ADAL apresentou ainda propostas para que sejam revistos os instrumentos de disponibilização à população dos resultados das monitorizações ambientais e de saúde pública a que a Valorsul está obrigada, bem como foi lançado o desafio à Valorsul e ao Município de que seja retomado o processo iniciado pela ADAL de serem instaladas cortinas arbóreas nas instalações das actividades económicas presentes na frente ribeirinha do Tejo.

Indagou-se ainda a Comissão e a Valorsul quanto às circunstâncias institucionais da Comissão de Acompanhamento no caso de o processo de privatização for levado até ao fim. A Valorsul, a propósito, informou que não haverá qualquer alteração da sua relação com a Comissão.

A ADAL procurou ainda saber, por quanto tempo mais durará o Aterro Sanitário de Mato da Cruz e que alternativas se perspectivam quando tiver de ter lugar a sua selagem, matéria sobre a qual a Valorsul virá a disponibilizar informação oportunamente.

A próxima reunião ficou desde já agendada para o dia 23 de Junho em Loures.

RESOLUÇÃO EM DEFESA DOS SERVIÇOS PÚBLICOS: água, saneamento e gestão de resíduos

Foi entregue no Ministério do Ambiente, no passado dia 10 de Dezembro, uma resolução em defesa dos serviços públicos de água, saneamento e gestão de resíduos.

Numa iniciativa conjunta da Plataforma Distrital de Lisboa em Defesa dos Serviços Públicos de Água, Saneamento e Gestão de Resíduos e da Plataforma Loures/Odivelas, a resolução pretende alertar os novos responsáveis pelo Ministério do Ambiente sobre a luta que tem sido travada em defesa da gestão pública da água e pela reversão dos processos de privatização da EGF/Valorsul, dos aumentos de tarifas previstos até 2020 e pela recriação da SIMTEJO e SANEST, Saneamento e Gestão de Resíduos.

Pela Plataforma Loures/Odivelas, e em representação da ADAL, António Almeida referiu que se trata apenas “de concretizar aquilo que assumiram no passado perante as populações. Houve uma mudança política e o novo Governo tem na mão a capacidade de intervir e modificar aquilo que no passado criticou”.

entrega desta resolução contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Loures, Bernardino Soares, que reafirmou “haver todas as condições para desmontar o processo de concentração na área das águas que foi criado pelo Governo anterior, assim como na área dos resíduos, tendo em vista a reversão da privatização que foi concretizada”.