Realizou-se no dia 4 de Fevereiro a 10.ª reunião do Grupo de Ação Local (ULG) do projeto Ru:rban, que engloba especialistas, gardenisers/hortelãos, uma equipa municipal multidisciplinar, associações locais, escolas e a academia, entre outros, em que a ADAL participa em conjunto com outras associações locais do concelho de Loures.
O foco do Ru:rban é o desenvolvimento de comunidades saudáveis e inclusivas a partir da operacionalização de hortas urbanas comunitárias de produção de legumes biológicos, para autoconsumo – ferramenta de inclusão e sustentabilidade ambiental nas áreas urbanas, assente em práticas democráticas e participativas para o envolvimento dos cidadãos e diversos stakeholders da comunidade.
O ULG inclui especialistas com conhecimento na área da economia, ambiente, agricultura biológica, urbanismo, ciências sociais e comunicação, bem como hortelãos. Os passos e as atividades desenvolvidas foram organizados em três dimensões: 1. Capacitação em gestão e organização de hortas urbanas e produção em modo biológico; 2. Formação de gardenisers; 3. Regulamento e modelo de governança.
O Regulamento para a gestão de hortas urbanas comunitárias, está em discussão pública até dia 31 de Março e que pode ser consultado aqui:
Via projecto Eco-Alerta, a ADAL recebeu comunicação de munícipe a indagar sobre a obra de substituição de passagens hidráulicas na EN115, nas imediações do entroncamento para A-das-Lebres, da responsabilidade da Infraestruturas de Portugal. A preocupação expressa incidiu na capacidade de vazão da terceira passagem hidráulica (no sentido Norte – Sul), considerando os constrangimentos que ali ocorrem quando a quantidade de precipitação é elevada e não absorvida pelos solos.
Contactada a Infraestruturas de Portugal, partilhamos a resposta recebida:
“À Associação de Defesa do Ambiente de Loures
Em resposta ao pedido de esclarecimento quanto à capacidade de vazão da terceira passagem hidráulica (no sentido Norte – Sul), cerca do quilómetro 82+000 da EN115, nas imediações do entroncamento para A-das-Lebres, informamos que:
– a intervenção em causa visa a substituição de quatro passagens hidráulicas existentes nas imediações do km 81+970, nomeadamente, N.I.1, OA nº 5341, OA nº 6164 e N.I.2, conforme designação representada na figura anexa; – a substituição da PH N.I.1 está relacionada com más condições de conservação em que esta se encontra, estando a substituição das restantes PHs relacionada com mau estado de conservação e ainda com falta de capacidade de vazão; – a PH N.I.2 drena uma bacia hidrográfica distinta da bacia hidrográfica drenada pelas restantes PHs; – as PHs N.I.1, OA 6164 e OA 5341, drenam, no seu conjunto, uma bacia hidrográfica, tendo sido considerado o caudal afluente para o período de retorno de T=100 anos; – o leito principal da linha de água está associado à OA nº 6164, que apresenta uma secção de retangular de 2,0 x 1,0 m2, bastante aquém no que diz respeito à secção necessária para escoar o caudal centenário; – em situações extremas associadas a caudais de ponta significativos, o escoamento extravasa o leito menor, alagando a ‘zona baixa’ onde se inserem as três PHs, permitindo o escoamento do caudal simultaneamente pelas três PHs.
Neste contexto a intervenção em curso visa (1) a substituição da PH OA nº 6164 por secção equivalente, opção esta condicionada pela geometria do leito menor, que se encontra em parte confinado por construções, e (2) a substituição das PHs N.I.1 e OA 5341, com o aumento das respetivas secções de vazão, de forma a que no seu conjunto permitam o escoamento do caudal centenário associado à respetiva bacia hidrográfica.”
Fonte: IP
A ADAL evidencia que, em contexto de alterações climáticas, importa que a reabilitação e beneficiação de infraestruturas existentes acautelem o dimensionamento, tendo em conta requisitos ambientais e ecológicos que poderão vir a ser bastante distintos dos verificados na época de construção. Ainda que as alterações climáticas possam determinar uma alteração nos registos de precipitação, o aumento de precipitação intensa terá como resultado caudais de cheia mais elevados, sendo o adequado dimensionamento e funcionamento das passagens hidráulicas essencial para a capacidade de vazão dos caudais afluentes, preventivo ainda de outros problemas como a erosão, a sedimentação, acumulação de detritos ou o ravinamento dos terrenos adjacentes às obras hidráulicas.
A rúbrica Positivo & Negativo do Ano procura impulsionar as melhores práticas e censurar aquelas que se apresentem em contradição com o interesse e bem-estar coletivos.
No decorrer deste último trimestre do ano continuamos a inscrever contributos para reforçar a listagem de aspetos positivos e negativos nas áreas do Ambiente e do Património.
Eis o inventário de 2020 até ao momento. Aguardamos vossa participação!